quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Bom conselho


Queria o silêncio.

Esse mesmo.

Estou refugiada dos questionamentos - sejam eles sinceros ou não.

Tenho saudade da fome de mundo, eu acho. O que me incendiava antes hoje já não me incendeia mais. E eu sinto falta do fogo. Mas não dentro dessa alegoria pobre e vulgar... sinto saudade daquela lareira na sala. Algo assim. Acho difícil de entender.

Não é justo o que eu vou dizer, mas me sinto vendendo meu tempo. E não tenho comprado nada há algum tempo. O que isso quer dizer, né? No que vale a pena investir, se não na idéia de se comprar mais tempo?


Desejo remoto. É sempre aquele paradoxo.



Venha se queimar.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Sonhos & vibes erradas



Acendi todas as velas. Pensei no que eu quero. Passei e repassei a lista.

Olho para trás, pra frente, pro lado, pra cima, pra baixo. Pra dentro e pra fora. Os sonhos tortos nunca me deixam, ainda que se espacem. É o canto escuro, é o acúmulo do pó. A constante inevitável e remota. O velho sentimento de que se está tudo dando certo, algo de muito errado há por vir. Aquilo que você não percebeu. Porque a felicidade é bolha de sabão; aprendemos. A paz de espírito é um sentimento de equilíbrio delicado. Quanto custa?

A palavrinha bonita é "efemeridade". Como a vida. Demora e vai rápido. 
Me deixa estar que eu te deixo passar.
Oh, those painkillers...
Just swallow.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dois anos depois do papelzinho

Não. 

Ainda não me livrei de tudo que eu queria me livrar, ainda não fiz todas as mudanças que me propus a fazer. E o mais complicado de admitir: ainda não consigo te entender como a parte irrelevante do meu mundo. Cada alfinetada ainda me pinica, ainda que já tenham sido exageradamente rasgos dramáticos.

E isso não tem nada a ver com o que tem acontecido de bom. É sério, fico feliz, mas não atribuo nada à sua ausência, pois sei que sempre fui o que queria ser com você. E achava que você também, né? 


(Suspiro)
Não vou divagar mais uma vez sobre quem é mais teimoso. (O ego ou o coração?)

Bom. Big boss tinha dito que eu não precisava jogar tudo que planejava pra nós fora, porque talvez eu quisesse aquilo para mim ainda. Demorou, mas vejo semente de razão. Ainda invejo as pessoas com problemas de memória. Mas gosto da energia criativa que tem sido possível pulsar por aí. 


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Sobre as coisas que tiram paranoicamente a minha paz, ele me disse que elas apenas existem. Ele me traz (c)alma.

 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Massas, volumes e composições



Mais ou menos denso - o conceito acaba envolvendo questões de ocupação física. Como controlar a densidade? Existe algo de muito complexo na relação entre sua própria massa e seu próprio volume. E eu nem estou entrando na questão da densidade relativa, mas acho que fica claro que tem todo um universo de coisas e pessoas ao teu redor.

O tal do líquido azedo inevitavelmente tem algo que ver com o potencial de hidrogênio e sabe-se que a acidez empobrece as formas de vida. Na doação e recepção de prótons existe algum balanço e alguma dinâmica na vida. A minha e a sua energia dependem das condições do meio e das trocas.

Estamos compondo a todo o tempo.



segunda-feira, 20 de junho de 2016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A tal da disciplina e a base do autocoaching

Muito bem, subindo o nível da autocrítica: quantos objetivos você traçou pra você mesma e quantas desculpas você criou para não atingi-los ou postergá-los? 

Você quer mudar de vida? Faça por onde. Você sabe o que tem que fazer: planos, metas, monitoramento e disciplina. Quer culpar o descompasso da vida? A ausência de facilitadores? Muito bem, agora encare o espelho e veja que voltou pro seu lugar de conforto. Está confortável com essa imagem? Não deveria. Não espere nada de ninguém que não de você mesma. Essa é a atitude que te leva pra satisfação. E você tem tido muita fome, muita sede, muito resmungo e pouca satisfação, não é mesmo?

Estava me perguntando coisas banais do tipo: como eu saio desse corte de cabelo? Como saio desse círculo vicioso? Ah, menina-moça... no fundo você sabe que a caminhada é dura, sempre. Às vezes um atalho só te faz dar mais voltas e chegar muito atrasada. O que fortalece, fortalece. O que é desperdício de energia é apenas desperdício de energia. Conte com os erros, dentro da margem. Faça e refaça as contas. Avalie. Stick to the plan. Reformule e não se omita.



Vou falar de novo: não se omita.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

To love and to treat me right

Pensando aqui no que isso significa, no final das contas. Identifico a vontade de mais, a insatisfação e a urgência. Gostaria não precisar analisar, retorcer e justificar pra mim mesma que isso não é aquilo, que existe uma carência A que se transforma numa expectativa B, etc. Não gosto de cometer injustiças, nem comigo mesma. Sei que faz parte da autocrítica esse movimento pendular dos argumentos, mas me pergunto pra que lado essa balança realmente pesa.

Ai, as dores

Dói aquela sensação de não ter ninguém pastoreando meu bem estar. Dói saber e sentir falta de reciprocidade na maneira como eu amo e trato as pessoas. Dói me refutar também na perspectiva de que esse pensamento pode estar distorcendo tantas boas energias que me fazem sentir no fluxo das conspirações do universo a meu favor. Dói ter aquela música ainda tocando na minha cabeça me aconselhando a nunca mais me entregar feito criança.

Eu sei que meus pais se sentem desamparados também e eu me sinto péssima por não poder mais ser essa peça que falta. Não posso porque o limite disso é o meu bem-estar, é a minha saúde emocional e psicológica. Infelizmente eles não são bons em observarem isso por mim já há muito tempo e eu tive que passar por um processo com meu pai e agora estou passando um processo com a minha mãe. Brigar sutilmente por respeito. 
Brigar bravamente por respeito. Brigar por justiça e por respeito. Brigar, brigar, brigar. É desgastante.

E já me doem as dores deles, como minhas hoje, além dos problemas que sempre ocuparam minha cabeça. Dói pensar que eles perderam os pais e me dói muito mais lembrar que já de criança pensava que a morte era resposta de sorte para problemas da vida, pois resultaria numa ausência de dores constantes. Dói. E eu queria honestamente conforto e sossego. Não consigo imaginar - retomando o título aqui - uma relação afetiva que me permita uma boa tratativa, amor, conforto, amparo, carinho, preocupação sem esse papel maldito de orientadora e resolvedora de problema dos outros. Não sinto reciprocidade e isso é uma merda, porque não quero cobrar ninguém, mas sinto que sempre tem fiado dos outros na minha conta. Pronto, falei.

Eu sinto falta de algo que não existe e que talvez nunca tenha existido na forma em que eu anseio. Mas traz algum sabor à boca, algum cheiro familiar, um conforto e um amparo. Conversando com TC, ela me falou do sentimento de culpa constante. Sim, ela está fazendo terapia e toda a coisa paralela sobre as nossas histórias me faz pensar muito, sempre. Talvez por isso que tenha ficado mais à flor da pele ainda depois de ter jantado com ela na sexta.

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Parei, olhei umas fotos no facebook das minhas últimas viagens. Foi exatamente assim que a janta com TC terminou. Tenho tempo só pra ser feliz.