sábado, 14 de outubro de 2017

Dos exus vários

Hoje eu procurei a figura do louco, no tarô. Lembrei que ele me disse que se confunde com a figura do tolo. É um dos arcanos maiores. Le Mat. Também é a palavra para xeque-mate em francês. Lembrei dos exus e das pomba-giras, em busca de luz. E ele expressou simpatia com seus olhos na minha tentativa de reconhecer a perversidade da nossa natureza.

Dos vícios, eu digo que estou tentando me livrar. O culto a mim mesma parece ser uma boa teoria de desobjetificação e projeção dos meus desejos nos outros. Eu digo que estou tentando. Mas os identifico e reconheço, o que é melhor do que se anestesiar e se distrair a ponto de não lembrar dos limites que seu próprio corpo declara.



Paciente
mente

A percepção é um exercício valioso. Sobre si e sobre os outros. Cuidado com os exageros.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A dose entre a liberdade e a compreensão


Preâmbulo: acordei ouvindo música instrumental nordestina nova.


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Conversei com ela na quinta passada bastante sobre essa questão do receio de talvez ter pecado pelo excesso de liberdade. Sugeri que perguntasse o "por que?".

Racional e objetiva como é e se propõe a ser, talvez ciente do veneno de sua própria obsessividade, quem sabe ela tenha medo de cercar o querer em prol de um objetivo de sucesso mal delineado e constantemente questionado. Talvez seja projeção minha, talvez seja percepção e identificação.

Sonhadora e esforçada como é e não pode deixar de ser, admiro e partilho do otimismo e de sua fé muito bonita de que as coisas sempre podem dar certo, pois não há falta de esforço nem de competência individual, nesse sentido. Não te faltou rigidez, nem disciplina, espero que possa ter lhe ajudado a concluir dessa forma. Nem inspiração. Você acredita no desenvolvimento humano de uma maneira muito especial.

Porém, declaramos: não somos investidoras agressivas - somos conservadoras nesse sentido.

Decreto: Estamos todos em busca da própria felicidade.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Yeah, I know about pain

What do you know about, anyway?


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"All this running around, well it's getting me down
Just give me a pain that I'm used to
I don't need to believe all the dreams you conceive
You just need to achieve something that rings true"

domingo, 17 de setembro de 2017

Morning cigarette - a long one

"A gente se apaixona pela liberdade do outro."

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Dos resmungos: não gosto quando gostaria que você estivesse e você não está. Sei que você não gosta também.

Não gostei do abuso emocional que percebi nela. Não gostei quando eu percebi e não gostei da exposição desnecessária.

Do passado: achei graça em encontrá-lo, como sempre, por acaso e sincronizado. Achei graça em sua vontade de fugir. Porque para mim passou. Aí me lembrei daquela palavrinha que me foi atribuída e estou a me preocupar em não ser (mais?) assim. Então na verdade não tem muita graça, é meio triste também.

Achei graça em ter razão e na minha ausência sentida - apesar de não sentir ter partido. Mas acho que vai ser bom para ele ouvir da pessoa certa o que precisa ouvir e vai aprender, de uma forma ou de outra.

Achei graça no seu gosto repentino. Ela estava me dizendo que achava que você não me entendia. Mas você era interessado e esforçado, o que já é bastante coisa. Recado para você: vez ou outra, a gente acha que sabe o que quer, mas a gente descobre que não sabe - e tudo bem. Porque as possibilidades também fazem parte do desejo. E o desejo é assim mesmo, duvidoso, porque gosta de fantasias e disfarces.


As lições: bom, quando ele me perguntou sobre a minha capacidade de escutar o que os outros pudessem me dizer, mais uma vez, serviu.

Dos sonhos: é, foi bem intenso perceber que mesmo se eu tivesse condições de repetir uma experiencia, minha cabeça está em outro lugar hoje - que bom! Por isso quero tomar cuidado para não magoar as pessoas. E tomo cuidado pra que não seja obsessivo. Como disse para ela, o que a gente quer é ser feliz.



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Love is Like Oxygen
You get too much, you get too high
Not enough and you're gonna die
Love gets you high

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Objection, your honor!

Cross examination: What do you really feel? Are you sure about what you want? What about what you don't want?

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"O amor só é bom se doer." 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Não negocio com terroristas

Entre o que queremos e podemos existe um longo caminho a ser percorrido, não é mesmo?

Eu acho mesmo que uma mudança de atitude - do impossível ao como chegar lá - é fundamental. Porém, é melhor que você não aposte todas as suas fichas na mudança de comportamento do outro, especialmente quando esse outro tem outras expectativas sobre você e poucas expectativas sobre a mudança nele mesmo.

De todos os discursos
All that poetic shit
Todas as velas acesas
Mitologia escarrada
A minha língua bifurcada
Seu sorriso em desbrilho
Meu tempo passado
Meu presente oblíquo
Meu futuro urgente

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I rest my case.






segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Let's talk about that shark

Ah, nada melhor do que um belo sonho complicado pra nos inspirar a pensar nas nossas metáforas, não é mesmo? A nossa capacidade criativa é uma beleza, já estava com saudades. E nada melhor do que uma bela viagem pra gente se inspirar e dar aquela meditada nas fases da nossa vida. Pois bem, este é o prólogo.

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Primeiro conjunto de elementos - o perigo e a fuga: vale dizer que estavam tentando me matar, sabe-se lá o porquê. E aí rola uma fuga e perseguição louca, que finaliza apenas com esconderijo junto a um guardião de floresta que dividiu sua barraquinha de camping comigo, hehe. O segurança me ajudou com a minha segurança dentro de suas precárias condições de proteção. Aí consegui pular aquele muro.

Segundo conjunto de elementos - as dívidas e as auto-cobranças: não é novidade que eu não gosto de dever nada para ninguém e aquela professora - vale dizer, bela representação, da mais respeitosa estirpe na minha mitologia familiar - veio me cobrar de um brinco, de não sei mais que coisas que eu tinha tomado para mim e ela estava magoada por eu não tê-las devolvido. Muito bem, acho que dá pra superar essa pelas ordens do evento do mundo, tirando meus fantasmas dali.

Terceiro conjunto de elementos - as paisagens e os encontros: destaque para minha irmã, que me achou, sem nada, vagando à pé por SP. Quem é que sabe quem é você quando você está por aí, sobrevivendo à caminho de casa? Acho que dá pra estabelecer intenção de ajuda e confiança, né, mesmo com todas as rivalidades infantis e as ações tortas que fazemos. Ninguém tá querendo se prejudicar aqui. E aquelas pessoas que cruzam com a gente, em novos cenários, em brisas dramáticas de transição de fases, acontecem por algum motivo. Eu tomei bronca, eu confiei na brincadeira do castelo e nas vivências do passado e partilhei a vontade de não entrar no mar - pelo frio ou pelo medo de tubarões.

Quarto conjunto de elementos: aqui voltou a questão da cobrança, porque eu não pulei no "já". E me vi sendo cobrada pela falta de atitude gerada pelo medo. A gente precisa respeitar o medo dos outros, eu sei. Mas tem aquele lado nosso que acha que o medo dos outros é tão irracional, tão aprisionante e limita tanto as pessoas. Eu acho que uma boa linha de respeito aqui é realmente entender que o seu medo não deve servir de limitação para os outros - e agora estou mesmo falando de outra coisa. Essa é a medida justa do equilíbrio que você deveria buscar, se você tivesse pedido minha opinião sobre esse assunto. 

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Mas voltando pra questão daquele tubarão, vou entrar em contradição sobre o que a minha linha cética me fez afirmar há alguns dias, rs. Acho que existe uma simbologia dos arquétipos sociais importante a ser sempre desconstruída. Sim, o tubarão representa o medo, mas medo do quê, né? Nesse caso acho que, de todos aqueles tubarões com quem eu nadei e sobrevivi, não posso ter medo de enfrentar mais um, rs. O querer sempre precisa ser respeitado e rola aquela dúvida que paira sempre nos campos afetivos e materiais sobre a porta que se abre e você já vai entrando, mesmo que estivesse seguindo o corredor atrás de outra, rs. Devo entrar, devo passar reto? Quanto tempo e quantas oportunidades vou perder, o que vou ganhar? 

A balança é mais promissora comigo fazendo contra-peso, ele acredita. Vamos ver no que mais as pessoas acreditam e o que a gente pode fazer de produtivo com isso, mais uma vez =].