quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

And we do take care of ourselves

Os dias e os anos se passam. Nos reinventamos, individual e coletivamente. A cada versão de nós mesmos nascem e morrem pedaços da vida - pequenos e grandes. Às vezes imperceptíveis, n'outras, sentimos muito. E é próprio da instabilidade da natureza a sorte de estarmos, perecíveis que somos. Muito embora também nos peguem as raízes, a geografia, a história das paisagens e boa parte da nossa força esteja ligada às relações de crescimento que cultivamos.

Que possa haver espaço para permanência assim como para a mudança.






terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Mientras los pensamientos no cesan

intento aquietar mi corazón. Malos, inútiles y viciados. Qué quieren? Ponerme loca? Nerviosa? Dejame. Silencio.

Tranquila
Mira el mar
Lejos  

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Ensaios esboçados s/n

Das brisas várias, do que se esconde e do que se demonstra, fica a folha desgastada, com rasuras de uma goma que passou pra apagá-la. Confesso: há impulsos em mim que já não suportam a contenção. Espero que isso não assuste. 

Das dores e das delícias de cada um ser o que se é, imagino que a gente possa confiar mesmo nas demonstrações práticas e nas ações efetivas. Melhor a dor da espontaneidade do que o enjoo do veneno - e ele vem, como estratégia de defesa, ainda que se disfarce de ataque.

Sobre aquela sobremesa, não se preocupe: estou bem alimentada. Há espaço para manifestação de doçuras diversas. Sobre os rodeios, vamos tomar cuidado para não ficarmos tontos. E o cuidado faz as sementes germinarem. É a vida que se recicla e energia que se transforma. 

A transformação das energias é uma das coisas mais fascinantes :)


domingo, 26 de novembro de 2017

Síncope


A little bit of soul, please.
And passion. 
(If it's not too much to ask.)

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Cansada dos contratempos.

domingo, 5 de novembro de 2017

Arrasto

comigo as mais variadas ausências. Das mortes e dos egos. Travados em suas questões de passado. Dos papéis descumpridos. Dos preenchimentos automáticos. Talvez a fobia do vazio. Ou a ambivalência do desejo. A mágoa me resseca mais do que a ressaca.

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Ela me chamou de burocrata.

O que dizer? Tenho meus protocolos.

sábado, 4 de novembro de 2017

As lágrimas de Oxum

Se há na vida um outro modo de fazer-se tudo,
e talvez a chance de fazer-se todo
suspeito que existam ambos
ao final de qualquer caminho

Se ainda não podemos ver em concretude
tão completa forma de existência
Não devemos ter ainda
concluído coisa alguma
– R.

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Minha casa de espelhos e sem portas
Costuma trazer a experiência
Dos rumos e trilhas tortas
Formadores de consciência

Na presença ou na ausência
Do peito sai o convite
E me dói a fé-conseqüência
Ainda que a crítica evite
As coisas nunca são
como deveriam ser.


[e a chave só lhes servem
 de passagem]

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Passou?