We were holding hands, and I don't know why I was running a little bit. Something inside me calls for a better use of my time and I do feel like I have somewhere to go, but I really can't find where I'm heading to.
There is a revolution inside me, I hope you can understand - luckily you can relate to that. My life is moving, but I'm still here. Waiting for that ride for the gettaway. But in that scenario I always come back. I want so bad to go and stay at the same time.
and opposition keeps stretching me. [Pendu / Danse]
Eu me lembrei daquela noite fria e desonesta. Senti um desconforto que não senti antes.
--
Pensei nos problemas dela. Acho que aquele conselho para não se sabotar (mas se superar) não faz muito sentido, no final das contas. A gente precisa se superar pra não se sabotar muitas vezes. E tem sempre muito mais acontecendo do que a gente mesmo, certo? É sempre delicado esse equilíbrio entre o quanto que a gente tem condições de se dedicar ao outro e quanto que o outro pode se dedicar à gente.
Tenho me sentido com sorte. Gostaria que não viessem esses rebotes de que se as coisas estão dando certo é porque estão compensando alguma coisa ou é porque não estou querendo ver o problema. Tem algo no conforto que sempre me põe em estado de alerta. E me diz que eu não mereço as coisas. Nem as boas, nem as ruins.
Disse que estava aberta para negociar. Acho que o presente é claramente uma prova disso. Mas e o futuro? Tenho me questionado sobre o uso da vida ou do tempo, como alguém que espera uma associação direta entre o que se dá e o que se recebe. Não quero me segurar em nada, mas às vezes precisamos mesmo de uma mão.
(1) Hábito agudo de se perder em labirintos. Talvez dentro de si. Me lembrou a brisa da dança desgovernada, de querer conduzir e rodar o outro ou a outra até ficar tonto. Já ser meio tonta.
(2) Paixão pejorativa por laboratórios. Como se tudo fosse experiência. E me disseram que talvez seja um problema a ausência de cobaias voluntárias. É realmente preocupante a involuntariedade das cobaias. Especialmente mediante a ciência.
--
Em: Ressignificações antrosociopolíticas do saber sobre as patologias. Metafísica da saúde, s/n.
Por muito tempo, estive preocupada em fazer a coisa certa. A coisa certa. Como uma entidade própria, que anda por aí, com seus discípulos. Logo eu, que entendo mais sobre poder e representação do que sobre devoção. Será? A coisa certa. E, como uma reflexão de domingo, me pergunto onde está o dispositivo que me faz querer a tal da coisa certa? Quando é que o desejo se desvincula e age como auto-compensação egoísta de um mal causado por outros egoístas? Como o troco que me resta. O que não é egoísta, afinal, na vaidade de se querer "certo"? Ele disse algo sobre barco sem capitão. E eu no dilema do mar me navegando, eu navegando pelo mar. Das entidades, a minha fica em água doce. Mas eu não tenho fé e é sempre bom lembrar. Desesperadamente me ocupo em ordenar os pensamentos, os desejos. Me pulsa a vontade de tacar fogo em tudo, de sair por aí para ver novas vistas. E um enorme desejo de comprovação da sorte. Essa da qual me esqueço e não deveria abrir mão. Não. Sim. Talvez. Qualquer coisa. (Que seja certa!) Eu sinto ausências um pouco das certezas e outro pouco dos desejos. Hoje eu sei o que há em você que não veio de mim. E o que há em mim que não veio de você. Vou me apegar a essas respostas, por enquanto.
Precisamos conversar As palavras duras, ditas em língua nativa nem turvas nem puras Mas não tem muito a ver com o bom português têm razão têm emoção Então não quero me estender e nem desviar O ponto é que precisamos conversar.