Eu sinto falta é das coisas que não existem.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Das negações, afirmações e possibilidades
Parte I - As garrafas
Ok, vamos falar sobre as garrafas porque tocaram no assunto da obsessão essa semana e eu sinto necessidade de discorrer sobre elas. Penso que elas são a evidência da sombra do vício, do medo da repetição. Remetem ao orgulho e à vergonha. Elas seduzem ou decoram. É difícil conviver com as garrafas porque elas insistem sobre a questão da utilidade e do equilíbrio. Sabe aquela expressão "pisando em ovos"? Vou ressignificar para algo como a convivência com as garrafas.
Parte II - Do que eu percebi sobre o seu incômodo e das lições que posso tirar
Disse para ela sobre seu olhar clínico e fino porque aprecio e considero o diagnóstico. Eu sei que você é meio arrogante e é parte do seu charme. Talvez um dos elementos de identificação. Mas você morre de medo de ser julgado, esse é seu incômodo. Você já tentou julgar de forma... como dizer? Talvez a palavra seja apelativa. Não é exatamente um ponto sobre o qual pretendo te convencer. Mas há razão: eu faço vista grossa e você também justifica sua comodidade. Talk is cheap, my darling. Vale a retomada desse discurso.
Parte III - O texto bonito sobre se permitir
Não acho que sou uma pessoa de impulsos desenfreados. O meu gostar é pensado, analisado e precisa fazer algum sentido. Tenho me permitido sim e tenho apreciado os dias terrivelmente chatos em que a sua cia me proporciona prazer e conforto. Eu gosto da sua calma, mas, no geral, não gosto de calma. Gosto da urgência (já apontada) de quem vive como se soubesse o tempo que tem para viver. E admiro a virtude de quem sabe escolher e priorizar. A vida é um paradoxo de muitas ou nenhuma possibilidade, planos e desejos.
Vou repetir: é preciso abrir caminhos. Não lhe disse, mas está sugestionado: aquele caminho ainda estou tentando abrir para mim. De repente cruza e acompanha o seu.
Ok, vamos falar sobre as garrafas porque tocaram no assunto da obsessão essa semana e eu sinto necessidade de discorrer sobre elas. Penso que elas são a evidência da sombra do vício, do medo da repetição. Remetem ao orgulho e à vergonha. Elas seduzem ou decoram. É difícil conviver com as garrafas porque elas insistem sobre a questão da utilidade e do equilíbrio. Sabe aquela expressão "pisando em ovos"? Vou ressignificar para algo como a convivência com as garrafas.
Parte II - Do que eu percebi sobre o seu incômodo e das lições que posso tirar
Disse para ela sobre seu olhar clínico e fino porque aprecio e considero o diagnóstico. Eu sei que você é meio arrogante e é parte do seu charme. Talvez um dos elementos de identificação. Mas você morre de medo de ser julgado, esse é seu incômodo. Você já tentou julgar de forma... como dizer? Talvez a palavra seja apelativa. Não é exatamente um ponto sobre o qual pretendo te convencer. Mas há razão: eu faço vista grossa e você também justifica sua comodidade. Talk is cheap, my darling. Vale a retomada desse discurso.
Parte III - O texto bonito sobre se permitir
"(...) Permita-se. Porque eu não quero que você tenha essa pressa ao ponto de ajudar com as próprias mãos. Eu quero que você sinta esse prazer que chega aos poucos. E mata tudo que há em volta. E explode os relógios. E chega aos poucos ainda que você ainda não saiba nem quem é pouco e nem quem é lento. Porque você morre. Se você prefere a vida quando se morre um pouco por alguém. Permita-se.
Eu não faço a menor idéia de como esperar você me querer. porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais.
Eu não queria ir embora e esperar o dia seguinte. porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa de força. Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo. se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se você puder esquecer a camisa de força e me enroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum equilíbrio. Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho, permita-se. Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos."
Não acho que sou uma pessoa de impulsos desenfreados. O meu gostar é pensado, analisado e precisa fazer algum sentido. Tenho me permitido sim e tenho apreciado os dias terrivelmente chatos em que a sua cia me proporciona prazer e conforto. Eu gosto da sua calma, mas, no geral, não gosto de calma. Gosto da urgência (já apontada) de quem vive como se soubesse o tempo que tem para viver. E admiro a virtude de quem sabe escolher e priorizar. A vida é um paradoxo de muitas ou nenhuma possibilidade, planos e desejos.
Vou repetir: é preciso abrir caminhos. Não lhe disse, mas está sugestionado: aquele caminho ainda estou tentando abrir para mim. De repente cruza e acompanha o seu.
Eu não faço a menor idéia de como
esperar.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Bom conselho
Queria o silêncio.
Esse mesmo.
Estou refugiada dos questionamentos - sejam eles sinceros ou não.
Tenho saudade da fome de mundo, eu acho. O que me incendiava antes hoje já não me incendeia mais. E eu sinto falta do fogo. Mas não dentro dessa alegoria pobre e vulgar... sinto saudade daquela lareira na sala. Algo assim. Acho difícil de entender.
Não é justo o que eu vou dizer, mas me sinto vendendo meu tempo. E não tenho comprado nada há algum tempo. O que isso quer dizer, né? No que vale a pena investir, se não na idéia de se comprar mais tempo?
Desejo remoto. É sempre aquele paradoxo.
Venha se queimar.
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Sonhos & vibes erradas
Acendi todas as velas. Pensei no que eu quero. Passei e repassei a lista.
Olho para trás, pra frente, pro lado, pra cima, pra baixo. Pra dentro e pra fora. Os sonhos tortos nunca me deixam, ainda que se espacem. É o canto escuro, é o acúmulo do pó. A constante inevitável e remota. O velho sentimento de que se está tudo dando certo, algo de muito errado há por vir. Aquilo que você não percebeu. Porque a felicidade é bolha de sabão; aprendemos. A paz de espírito é um sentimento de equilíbrio delicado. Quanto custa?
A palavrinha bonita é "efemeridade". Como a vida. Demora e vai rápido. Me deixa estar que eu te deixo passar.
Oh, those painkillers...
Just swallow.
Just swallow.
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Dois anos depois do papelzinho
Não.
Ainda não me livrei de tudo que eu queria me livrar, ainda não fiz todas as mudanças que me propus a fazer. E o mais complicado de admitir: ainda não consigo te entender como a parte irrelevante do meu mundo. Cada alfinetada ainda me pinica, ainda que já tenham sido exageradamente rasgos dramáticos.
E isso não tem nada a ver com o que tem acontecido de bom. É sério, fico feliz, mas não atribuo nada à sua ausência, pois sei que sempre fui o que queria ser com você. E achava que você também, né?
(Suspiro)
Não vou divagar mais uma vez sobre quem é mais teimoso. (O ego ou o coração?)
Bom. Big boss tinha dito que eu não precisava jogar tudo que planejava pra nós fora, porque talvez eu quisesse aquilo para mim ainda. Demorou, mas vejo semente de razão. Ainda invejo as pessoas com problemas de memória. Mas gosto da energia criativa que tem sido possível pulsar por aí.
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Ainda não me livrei de tudo que eu queria me livrar, ainda não fiz todas as mudanças que me propus a fazer. E o mais complicado de admitir: ainda não consigo te entender como a parte irrelevante do meu mundo. Cada alfinetada ainda me pinica, ainda que já tenham sido exageradamente rasgos dramáticos.
E isso não tem nada a ver com o que tem acontecido de bom. É sério, fico feliz, mas não atribuo nada à sua ausência, pois sei que sempre fui o que queria ser com você. E achava que você também, né?
(Suspiro)
Não vou divagar mais uma vez sobre quem é mais teimoso. (O ego ou o coração?)
Bom. Big boss tinha dito que eu não precisava jogar tudo que planejava pra nós fora, porque talvez eu quisesse aquilo para mim ainda. Demorou, mas vejo semente de razão. Ainda invejo as pessoas com problemas de memória. Mas gosto da energia criativa que tem sido possível pulsar por aí.
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Sobre as coisas que tiram paranoicamente a minha paz, ele me disse que elas apenas existem. Ele me traz (c)alma.
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Massas, volumes e composições
Mais ou menos denso - o conceito acaba envolvendo questões de ocupação física. Como controlar a densidade? Existe algo de muito complexo na relação entre sua própria massa e seu próprio volume. E eu nem estou entrando na questão da densidade relativa, mas acho que fica claro que tem todo um universo de coisas e pessoas ao teu redor.
O tal do líquido azedo inevitavelmente tem algo que ver com o potencial de hidrogênio e sabe-se que a acidez empobrece as formas de vida. Na doação e recepção de prótons existe algum balanço e alguma dinâmica na vida. A minha e a sua energia dependem das condições do meio e das trocas.
Estamos compondo a todo o tempo.
segunda-feira, 20 de junho de 2016
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