Não.
Falta poesia.
Falta vontade de exposição.
Falta.
Nem o líquido azedo do arrependimento dos gozos vazios, nem a paralisia que quer se apegar e congelar o benefício do prazer mais puro. O que há de puro, afinal, que não é vazio? E o vazio, entanto, implica ausência... do que houve ou não houve.
Minha cabeça dói. E meu corpo tem me pedido coisas que não tenho como dar.
Falta.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Me pergunto onde vamos parar
Já estamos parados?
Me preocupo honestamente em ainda querer a mesma coisa. Me preocupo com os padrões de repetição que eu não vejo ou deliberadamente ignoro.
No meu sonho, fui tratada como privilegiada, com chaves que abrem não sei quais portas e tinha medo de invadir propriedade alheia. Ou como junkie que já estava a fazer isso, mas ainda assim me davam atenção cautelosa pela bondade de ajudar ou pela preocupação e vontade de descobrir minhas intenções. Acho que apesar da atitude suspeita, eu não parecia oferecer real perigo imediato. Mas, no decorrer da coisa toda, pensei: preciso de ajuda ou estou atrás de algo? Apenas erro de linguagem: as duas coisas não se excluem.
Era uma casa linda, depois um prédio confuso com costume de ser invadido, algo como história antiga da família ou rolê de amigos.
Mas a vista, meu bem...todos queriam aquela vista. Pena que eu estava ocupada demais correndo para cima e para baixo, disfarçando meu pertencimento ou não pertencimento.
Me preocupo honestamente em ainda querer a mesma coisa. Me preocupo com os padrões de repetição que eu não vejo ou deliberadamente ignoro.
No meu sonho, fui tratada como privilegiada, com chaves que abrem não sei quais portas e tinha medo de invadir propriedade alheia. Ou como junkie que já estava a fazer isso, mas ainda assim me davam atenção cautelosa pela bondade de ajudar ou pela preocupação e vontade de descobrir minhas intenções. Acho que apesar da atitude suspeita, eu não parecia oferecer real perigo imediato. Mas, no decorrer da coisa toda, pensei: preciso de ajuda ou estou atrás de algo? Apenas erro de linguagem: as duas coisas não se excluem.
Era uma casa linda, depois um prédio confuso com costume de ser invadido, algo como história antiga da família ou rolê de amigos.
Mas a vista, meu bem...todos queriam aquela vista. Pena que eu estava ocupada demais correndo para cima e para baixo, disfarçando meu pertencimento ou não pertencimento.
domingo, 25 de dezembro de 2016
O troféu
Uma belíssima exibição da sua conquista. Você trouxe ele para festa? O que você pretende fazer com ele, hein? Deixar na estante? Ele junta pó, você sabe. Você tem planos de limpá-lo, de vendê-lo?
Nada disso importa. Sempre que você ou alguém quiser saber sobre sua conquista, está ali, à disposição, para lembrar do campeão que é você.
Nada disso importa. Sempre que você ou alguém quiser saber sobre sua conquista, está ali, à disposição, para lembrar do campeão que é você.
E do quanto isso tudo é objetificação e falta de animosidade. Mas não vamos falar sobre isso...
Os troféus inspiram, motivam para novas conquistas. Essa há de ser a função deles.
Os troféus inspiram, motivam para novas conquistas. Essa há de ser a função deles.
Ai de mim que sou romântica.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
O que eu queria
Eu queria que você me convencesse. Queria não estar convencida. Queria uma fantasia pra eu me perder, pra poder mergulhar, pra admirar. Pra me fantasiar também, talvez. Aquela fé de que as coisas realmente importam. Engraçado como a fé opera das duas maneiras, né? É a desculpa para uma noção de ausência de responsabilidade ou de poder individual travestida de uma ética determinante.
São os meus votos mais sinceros
para 2017.
São os meus votos mais sinceros
para 2017.
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Aquele barco que se perdeu
Está a navegar.
Em mar de águas calmas, o movimento é lento e, às vezes, um tanto arrastado.
O norte é inevitável. Porque navegar é preciso, não é mesmo?
Não vejo a hora de chegar. Tento disciplinar a ansiedade e aproveitar essa viagem.
Me transborda a despedida
Mas... ainda assim percorro milhas, milhas, milhas
Teko Porã - Prólogo do marinheiro
Em mar de águas calmas, o movimento é lento e, às vezes, um tanto arrastado.
O norte é inevitável. Porque navegar é preciso, não é mesmo?
Não vejo a hora de chegar. Tento disciplinar a ansiedade e aproveitar essa viagem.
"Se já conto as horas, os minutos e segundos do meu dia
A vida ainda é desmedida
por mais que ponha em conta os atrasos
e adiantos das partidas
Me transborda a despedida
O cais não é seguro e jamais será
O futuro não consiste em paz
Mas... ainda assim percorro milhas, milhas, milhas
Pelo mundo vou buscando
Uma aventura em mim"
Teko Porã - Prólogo do marinheiro
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Apego
Das piores manias, está inventar e se convencer das coisas que não existem. Aquele sonho alertou. Hoje me dói qualquer ensaio da sua partida. E a vida louca, breve, sempre arranja um jeito de me prender. Toda vez que eu tento construir a liberdade, me percebo numa charada prisional.
Agh.
E eu não escrevo mais, não penso mais, não faço contas. Aposto na ilusão do agora, para esquecer a decepção de ontem e me entorpecer com uma idéia de amanhã.
Tudo passa.
Agh.
E eu não escrevo mais, não penso mais, não faço contas. Aposto na ilusão do agora, para esquecer a decepção de ontem e me entorpecer com uma idéia de amanhã.
Tudo passa.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
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