domingo, 24 de abril de 2016

Sobre a minha paciência

Causo #1

A difícil liberdade que eu não te dei e que você irritantemente insistiu em tomar. 


Confiança é uma faca de dois gumes - saiba o que está sob risco e pra onde aponta o corte.

Causo #2

Entender... eu entendo, aceitar... não aceito. Espero apenas o razoável. Essa linha está na sua capacidade de empatia e na nossa (suposta) correspondência de parâmetros.

Causo #3

You can look, but don't you dare try to touch.

(Ainda) Sobre o direito de olhar vs. o direito de se sentir incomodada com a olhada.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O peso da gravidade

21 de abril de 2016 e nada me conforta.

A louça está na pia, os deveres estão listados e nada me inspira ao movimento otimista.

Brevemente fiz um esforço para expôr meus velhos hábitos, meus vícios e medos, no intuito de reconhecer o toque de carinho que me tem sido dedicado. Eu me importo e aprecio muito, mas nada me conforta, nada me inspira, nada me move. Nem a idéia de que a vida é curta, de que eu deveria seguir com o plano, de que eu poderia fazer novos planos, de que eu deveria ser forte e abraçar um movimento de contracultura e resistência.

É tudo muito diferente do que eu tenho me orientado, mesmo nas pessoas mais próximas. Qualquer coisa me deprime e dormir me traz dor. Tenho fome, mas nada preenche esse espaço. Falta tudo, nada adianta. Estou acoada. Não me acostumo. Não aceito. Não há motor, não há caminho e não há impulso. Acho que preciso hibernar por um tempo.

E é isso.